AROMA DE ORVALHO - Seleção Especial

MAS, DE REPENTE...
Tens a cor da minha alegria.
Gosto de te ter por perto...
Sentir a tua presença,
num aroma de sentimento
estendido à acolhida,
de braços abertos.
Gosto do teu jeito relva...
Da tua suavidade serena.
Ao teu lado me sinto menina...
anjo, flor... sonho... vida!
Tens o sabor que ainda
não decifrei...
o cheiro de mel...
a ternura do céu...
Apetecido astro rei!
O teu brilho,
por mim se estende.
Encantas-me,
simplesmente.
Mas, de repente,
parece que de mim, foges
e, afastando-te...
o sorriso a oferecer
inibi-se em meus lábios,
deixando de a ti pertencer...
Em meio a tanto querer,
refugio-me nas
entrelinhas de um sonho
que parecia ser tão nosso...
Será que ainda posso?

AROMA DE ORVALHO
Imagem: Internet
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CAMINHANDO EU VOO
Caminhando eu voo,
pela vida sem parar...
Escutar a tua voz,
que no pensamento está,
é motivo para sonhar.
E ficar sonhando,
no caminho a voar,
é deixar de sentir o chão,
apesar dos passos
que aprendi a dar.
Minhas mãos estão
contigo pelo ar...
e na sutileza desse mundo
sentem profundo,
o desejo de te tocar.

AROMA DE ORVALHO
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PARA TI, O JARDIM... QUE HÁ EM MIM
Oferecer-te-ia algo novo,
mas...
não tenho.
Trago comigo flores,
em um arranjo de sorrisos ocultos
que se abrem ao te encontrar.
Ao teu olhar,
as pétalas de meus sentidos suspiram...
Ao teu toque,
o aroma da minha essência se expande...
Ao teu sorriso,
meus pensamentos voam...
Ao teu perfume,
um universo de sonhos ganha brilho e intensidade.
Ofereço-te,
mesmo não sendo novas,
as minhas palavras.
Tal qual uma natureza ardente,
em rosa singela,
o melhor de mim
pode ser colhido no interior desse
simples jardim...
que... se formou dentro de mim.

AROMA DE ORVALHO
Arte: Andrey Belichenko
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SUAVE... SONHO
Suave e tão simples
é o aroma
dos pensamentos
teus que viajam
pelo horizonte
apetecendo
me encontrar.
Na serenidade do tempo,
chega de mansinho
ousando cada sentido,
em mim,
acariciar...
Mas, é intercalando
sorrisos a um doce
despertar
que pinta a mais
profunda tela
na face de um olhar
sedento de ti!
Suave e lindo...
Assim és tu...
Sonho infindo e...
tão meu.

AROMA DE ORVALHO
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ONDE ESTÁ... A NOSSA POESIA?
Lançada ao vento,
como viajante sem asas...
tropeçando nas barreiras
de um infinito tempo,
cujo caminhar destoado
ao longínquo se espreita,
fere... arrebata... ecoa.
Por labaredas
inconstantes vem e
explode!... Voa!
Para onde foi?... Por onde vai?...
Em que estação se lançaria?...
Onde está a nossa poesia?
Do por do Sol ao sereno da madrugada,
na alegria... no amor... na fantasia de um tudo,
ou no conjunto do nada...
em meio a um colapso de euforia,
ainda, assim, de maneira perfumada...
estaria em ti, como está em mim,
tanto quanto enaltecida... desejada?
Em cordial aroma,
embalada ao relevo das flores de laranjeira,
agitando sonhos
que invadem sobremaneira,
um derradeiro êxtase de ego
me faz aprendiz...
Ah, poesia feiticeira!

AROMA DE ORVALHO
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SOU MESMO ASSIM...

O que sou, só eu sinto... só eu sei.
O que vivi, já passou...
Mas o que vivo acaricia
o refrão das marcas que ousei.
Levo muito dos passos que dei
e o que sei se reconstrói a cada passo que dou.
Sou um pouco do que restou
e muito do que ainda não vivi.
Deixo na partida as respostas que não tenho
e os sonhos que em mim se fizeram.
Sou gigante quando quero!
Só eu sei o que de mim esperam,
mesmo sendo sensível enquanto amadureço...
Um ser de infinita grandeza a cada recomeço.
Tenho nas manhãs um novo instante
que desconheço.
Prossigo confiante,
enquanto não adormeço...
Também não me surpreendo se tropeço.
Pois, assim são os sinais do desaconchego.
Já me senti pedra lapidada pelas veredas do desconhecido.
Contracenando eufórica, fui obra de arte refeita em segundos...
Diva de um mundo apetecido.
A cada toque dessa passagem, me sensibilizo
e, por vezes, me refugio.
Mas é no relance das estações que vou levantando poeira,
almejando risos
e ultrapassando fronteiras!
Nesse voo indeterminado,
repouso na razão dos dias que me são dados.
Sou pequena colecionadora de emoções que pensa ter asas.
Maior que a minha vontade é a lucidez ao qual o meu olhar alcança.
Junto à realidade,
sou um ser na tempestade
cuja presença, o tempo invade
enquanto o vento balança.
Sou mesmo assim, pequena e indefesa.
Mas, de alegria acesa
sinto-me eterna criança.

AROMA DE ORVALHO
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NOS PASSOS DO SOL
Olha-me ao poente
de onde um poema
acena por vir...
onde um sorriso se abriria
em pétalas
para desabrocharem
nos lábios que... querem sorrir.
Por onde caminhas,
o orvalho se faz presente e...
entre tantos,
despontam no sentir.
Radiante ao calor,
nos passos do Sol,
a acolhida é sublime.
Em sereno perfume
saboreio a
doçura que intensifica
o meu despertar
pelas manhãs...
Remetidos ao ar,
raios generosos iluminam
a seiva do horizonte
ressoando uma nova melodia...
Ondas ritmadas,
traduzem o instante para
desvendarem o sentido de mar.
Doravante na caminhada,
procuro-te...
Estás tão perto,
embora distante do meu olhar.

AROMA DE ORVALHO
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O CANTO DO SOL
Sinto cada verso meu invadindo
O teu olhar profundo.
Sinto a magia do encanto
Enquanto encontro
A inconstância de saborear
cada canto do teu mundo.
Infindável é a vibração do tempo rendida aos segundos!
Sinto, no toque dos teus beijos,
A aventura de um sorriso meu.
Pura sincronia de um sonho
Intercalando alegria
No instante em que...
Amanheceu.
É na agitação do silêncio
Que busco em pensamentos
A loucura de um nós.
Reconheço o soluço da Lua
Que em êxtase se desfaz
Refletindo-se nas águas do mar.
Contemplando o horizonte,
O vento acelera ritmando
Canções de amar.
Tão bem sabem as gaivotas
Essa melodia fazer despertar.
Aliam à beleza do canto
A arte de livremente voar.
Na esfera da espera
Sinto os versos decifrarem
O eco da intensidade
Suavizando o ressoar.
Num suspiro de luz,
Um timbre incandescente
Se revigora em sentidos...
E novamente...
O Sol se põe a cantar.

AROMA DE ORVALHO
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DOS GRITOS... OS SINAIS

 

Eu senti cada detalhe,

no grito das palavras que não foram ditas.

Sensibilidade ao toque, energia?

Tenho nas mãos, um universo de mim,

num mistério temperado.

Um sussurro do tempo que parece aliado.

Há no silencio, tanto grito que germina...

Palavras jogadas ao vento, 

num duelo sem tamanho.

Pra que tanta brisa, num único olhar?

O que dizer da constância e da serenidade?

A colheita do instante, é agora.

Sinceridade demais?

Para ver, ouça.

Para ouvir, sinta!

Perceba os sinais.

 

29/06/2018

 

AROMA DE ORVALHO

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