DIÁRIO

VITOR C.

QUERIDO DIÁRIO...
És as minhas alvíssaras de glória,
não és princípio mas fim,
és toda a minha história,
e eu serei, em ti, toda a tua memória,
tudo aquilo que de mim restar
é em ti que irá morar.

Serás o responsável, o cuidador,
de quem eu sou agora
e preservarás todo o meu fervor,
assim que chegar a hora
e será com esse amor sem dor,
feito de enlevo e arte,
que fará de ti o esplendor
de um cristal que não se parte
que apenas se reparte…

És o diário dos sonhos sem dias certos
para serem escritos ou lembrados,
daqueles de quem me fiz incerto
e a quem, no estremecer das asas
de um qualquer insecto,
um dia alguém me lerá em ti…

És o sagrado profano relicário
das minhas vazias e insignificantes palavras
que falam de sonhos, tristezas e alegrias
que outros olhos porventura lerão como fantasias.

Cuida bem destas palavras inseguras
que não chegam a pretender ser poesia,
preserva-as ingênuas e imaturas,
esconde-lhes a amargura e a agonia,
sê o cuidador da obra que será
muito mais do que alguma vez pretendeu ser,
neste tempo vago de plenitude,
onde ainda me sinto dentro de uma doce infinitude,
onde ainda me encontro…

Aqui estou eu a despojar-me em ti
extraindo-me de dentro de mim,
entregando-me da forma incondicional
que apenas tu sentes e conheces,
deixando de ser apenas eu para sermos nós,
esvaziando-me, dando lugar a uma outra voz
que raras vezes antes se conheceu,
e tu, neste propósito do tempo desconhecido,
também um outro tu já terás sido
por cada nova palavra que eu escrever…

És o diário que alguém um dia irá, ou não, ler
e eu sou aquele alguém que ainda não fui
aquele outro que, mais tarde, em ti, serei lido!
Sou neste momento, um outro, contigo
e tu nunca serás o mesmo sem mim, diário amigo!


BEM-VINDA!     (Poesia)
Primeiro,
a terra e o semeador.
Depois,
a semente foi lançada à terra,
com carinho e amor.
O tempo passou,
a semente germinou,
do solo fértil uma flor brotou
e uma menina nasceu.
Foi assim que tudo aconteceu...

Autor: Palavras Livres/ Vitor Costeira
Imagem: Internet

#Poesia #Aniversário #Parabéns #Nascimento  


 
VIESTE DO FIM DE UM MUNDO SEM TEMPO!
Vieste do fim de um mundo
tão distante e distinto do meu,
tão livre e tão profundo…
missionária de um jubileu,
portadora de uma boa-nova,
melodia em doce trova,
que desfibrilhou o meu coração,
que batucou em loucas sinfonias
e que arritmaram as pulsações
dos meus quietos dias,
transbordando em emoções
aquecendo as manhãs frias!

Vieste do fim de um tempo
que eu não sabia existir,
por dentro do suave aroma a incenso,
no degustar da especiaria do porvir…
pacificadora com gestos de gratidão,
vieste como um anjo flutuando,
salmos de paz e amor cantando,
preenchendo brechas no coração
que tão abertas gritavam solidão…
e com simples palavras de magia
descobriste em mim um sorriso
onde antes apenas gelo havia!

Vieste de um mundo sem tempo
e fizeste do meu tempo o teu mundo!

Autor: Vitor.C





















CHAMO-TE SOL...
És luz!
És vida!
És carícia apetecida,
doce emoção bem-vinda,
suave torpor
estendida na minha pele,
provocando calor,
sentindo-me noz e mel…
as minhas pálpebras cerradas
deliciosamente vais beijando,
e os meus olhos convidando
à descoberta de novo dia,
na tua quente companhia,
no percorrer do tempo
que me leva a acordar sorrindo
na paz desse momento,
no desenho do teu sorriso lindo!

És luz!
És vida!
És a minha fantasia
e em ti descubro a energia
que a noite, terna e doce,
levou nas águas da malícia,
numa barca fenícia,
como se eu dela fosse,
sem que de mim fosse embora
e, quando chegas na manhã,
como se fosses prendada artesã,
constróis em mim
um outro eu
e eu volto a ser
feliz e todo teu!

És luz!
És vida!
És um Universo para eu descobrir
em cada novo amanhecer,
e sempre que em mim te fundires
poderei chamar-te um nome qualquer,
qualquer um nome de mulher,
poderei com sonhos em ti florir,
enquanto o corpo me descobres
e em mim te enrolas em dobras serenas
de um perfumado lençol,
mas, neste instante, chamo-te apenas
e tão-só… Sol!

Autor: Vitor.C


 
POEMINHA DOS DOIS...
Tu e eu,
apenas os dois…
crente e ateu,
ilha e ilhéu,
frio e calor,
terra e flor,
pólen e mel
pelo e pele,
estrela e planeta,
arco e seta,
oceano e continente,
nunca e sempre,
antes e depois,
mar e céu,
apenas os dois…
tu e eu!

Autor: Vitor.C


POEMA INACABADO...
Despedi-me de ti,
sem tu teres chegado…
abracei-me a ti,
sem me teres tocado…
nos teus olhos olhei,
sem me teres olhado
e triste eu fiquei
sem tu teres notado…
Rasguei-me em pedaços,
exaltaste maravilhada…
invoquei os meus cansaços,
sorriste descansada…
feri-me com as mãos
que nunca pousaste em mim
e foram esforços vãos
os que ditaram um fim…
O meu sorriso satisfeito
concluiu o poema inacabado…
nem ficou dor no meu peito,
nem o romance foi iniciado!

 

Autor: Vitor C.


 
QUERO-TE ASSIM COMO ÉS...

Faz-me sentir rei, sem reino nem coroa,
rei sem corte, nem castelo, nem joias,
vivendo apenas a solidão que tanto magoa,
basta que me queiras e queiras ser minha,
tão somente e apenas a minha rainha…

Sê a doce ilusão chamada Dulcineia,
renova a vida deste sonhador olhar
e recebe, como tua, minha alma plebeia.
Seduz-me Dom Quixote, altivo cavaleiro,
e torna-me teu fiel e eterno escudeiro…

Recebe-me na tua família Capuleto
e permite-me chamar-te terna Julieta
vivendo maravilhado, o teu predileto,
encostando o meu lindo sonho ao teu,
sentindo o teu desejo chamar-me Romeu…

E se, fazer feliz, ninguém na vida te fez,
oferendo nas tuas puras mãos a minha vida
e apresento-me fidelíssimo Pedro, a ti Inês!
Vive a minha vida como melhor quiseres,
pois sei que te quero, sabendo que me queres…

Pouco me interessa o nome que tu tens,
indiferente às riquezas ou moinho de vento,
de nada conta o lugar de onde vens,
quero-te como só alguém que ama quer,
num querer que te ama como mulher!

Autor: Vitor.C

 

 

 

 

DIZ, APENAS, QUE ME AMAS!


Não quero que me digas quem és,
não quero que me digas por que me queres,
nem que me contes todos os teus segredos…
nada do que para trás te aconteceu
irá criar em mim receios e medos
nem fará, de tudo o que é teu, algo meu…

Deixa-me ser eu a tentar descobrir
quais são as maravilhas que te fazem sorrir
ou as tristezas que te obrigam a chorar,
qual o lado da cama onde preferes adormecer,
quais são as poesias que tu gostas de ler,
que partes do teu corpo proíbes o Sol de ver,
porque cerras, meiga, os olhos em noites de luar
e te deixas enlear pela melodia de um saxofone
ou absorves um Nocturno sem lhe saber o nome…

Deixa-me ler-te como a um poema de Neruda,
imbuir-me na paz que a tua alma desnuda,
perceber os teus sinais, apreciar a roupa que vistas,
tudo o que te dá prazer e acende em ti o lume,
os livros, as flores, o chocolate e o perfume,
as alergias, os odores, o palato e outras pistas.

Torna-te o todo do meu mais difícil desafio,
aguça-me a curiosidade, como uma charada,
permite-me percorrer-te de fio a pavio
e seres a luz salvadora da minha jornada.
Deixa-me ser eu a tentar conquistar-te!
Deixa-me ser eu a conseguir revelar-te,
numa demanda pacificadora, sem data nem fim,
sendo tu o eterno enigma, sendo tu de mim!

Quero descobrir o mais sensível na tua pele,
com que pólen desejas que eu te transforme em mel,
de que forma te incendeias, como o preferes,
com que fogo ardente, com que imensas chamas!...

Diz, apenas, que me queres!
Diz, apenas, que me amas!

Autor: Vitor.C


PRETO E BRANCO - Um Dia Na Vida de Liz!

03/08/2015 06h:43min

Mais um dia. 05h:45min o despertador soou!
Olhos turvos, pupila dilatada, ardência.
Meu espelho pede clemência!
Quarenta e cinco minutos depois, vou-me embora!
Atrasada, mas, relaxada! Esperançosa! Ociosa!
Emoções em vendaval! Meu coquetel matinal!
Temperado com o sal das lágrimas da madrugada!
Já nem lembro se lavei o rosto. 
Tudo parece meio fosco!
Mal das queimadas de agosto.
Ruas cinzas, uniforme branco, asfalto preto!
Tudo desalentador! 
Sinto dor!
Salvation!
Ouço outra vez!
Três vezes até o trabalho. 
Ou duas, os números são falhos!
Escuto as vozes, vejo lápis de cor emergentes
Nos risos encantados de inocentes. 
Sorrio!

Eu não me importo com o encardido dos meus dentes. 

O branco e o preto continuam lá na hora do almoço!
Distraída, outra canção eu ouço.
Então, eu começo ver um cinza surgir.
Sinto o desejo de colorir! 
Não me atrevo! 
Não confio nos meus enlevos.
Acerto +1 e retiro em seguida.
Não há outra saída! 
Aquelas cores não me pertencem. 
Sonhava falar de uma cor diferente! 
Uma que lembrasse cor de gente.
Afinal...

Esqueça!

Talvez eu não seja indicada a tal.

Talvez eu nem mesmo mereça! 
Desbotei! Platônica ao trabalho retornei!

Voei!
Boiei!
Divaguei! 
Nem vi como cheguei!
Tão pouco percebi o horário. 
Enquanto o sol queimava meu rosto plácido no pátio. 
Dou boas vindas ao dourado.
Ele amaina meu fardo grey.
Incrivelmente me sinto flicts 
Nos reflexos das folhas envelhecidas de fim de  inverno. 
Sinto-me recebida com o calor,
Mesmo assim, aquela ainda não era a cor do amor!

No crepúsculo vejo ir embora
Minha bela cor de outrora.
A lua cheia no céu, exigia sua deixa. 
Pouco se importava com as minhas queixas.
Resignada eu me satisfiz, 
Por sair da cor do pinche e do giz!
Não liguei o computador!
Para que aumentar a minha dor!
Eu não quero mais ver incolor! 
Lágrimas não tem cor!

Tomei meu banho e na rede me aconcheguei!
Uma bela canção eu coloquei!
Exausta cochilei!
Sonhei!
Não sei se acordada ou dormindo!
Só sei que eu estava sorrindo!
Um belo tom em minha frente foi surgindo!
Era lindo! 
Envolto em mistério, adultério!
Segredo e fantasia,
Audacioso, fabuloso!
Estupendo!

Fazia exigências, falava indecências.
Revelava intimidades, mas, dizia verdades!
Mostrava sinais, como pontos cardeais.
Coisas especiais, enigmas, charada.
Como placas numa estrada.
Era um deus nos acuda!
Falava até de Neruda!

Explodi!
Entorpeci! 
Como criança que abraça o vento,
Sai eufórica ao relento!
Aquele sentimento puro e juvenil.
Como se do mar eu fosse o próprio anil!
A borboleta a plainar,
O vento a soprar.
A imensidão do ar, do mar!
Enfim... de tudo o que há!

Apertei meus olhos a sonhar.
Suspirei e senti as narinas inflar.
Ele queria me amar! 
O tom que eu sempre sonhei!
A cor que sempre desejei!
Eu queria abrir o peito e entender,
De onde vinha tanto querer,
Tanto sofrer e gemer!
Por um tom que me fez arder
Enlouquecer!
Depois de me deixar estasiada de prazer!

Meus lábios não sabem pronunciar está cor!
Eu nunca vi a cor do amor!
Uma vez passou de relance,
Mas, eu nem tive a chance.
Estava fora do meu alcance!
Mas, eu não queria desistir!
Abri minha boca e deixei a palavra fluir.

Eu sempre tive medo desta canção! 
Uma vez cantada, há de se perder o coração!
Ai! Ai! Ficar com ele já não faz mais sentido.
Por isso, eu te oferto ele agora querido!

Ass: Coração Valente

Eu Sei Que Vou te Amar

Tom Jobim

  

Eu sei que vou te amar

Por toda a minha vida eu vou te amar

Em cada despedida eu vou te amar

Desesperadamente, eu sei que vou te amar


E cada verso meu será

Pra te dizer que eu sei que vou te amar

Por toda minha vida


Eu sei que vou chorar

A cada ausência tua eu vou chorar

Mas cada volta tua há de apagar

O que esta ausência tua me causou


Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver

A espera de viver ao lado teu

Por toda a minha vida.

 

"TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS!"

28/11/2007 - 17/04/2015 


SONETO DA NOITE QUE SE FEZ DIA
Chegou a noite, bela,
mas não foi embora o dia!
Chegaste tu com ela,
tornando-a menos fria…

Devo estar equivocado
no momento delicioso,
estar a ser iluminado,
por ti, corpo luminoso!

Quem dera que a noite assim,
nesta felicidade imensa,
nunca mais terminasse,

ter-te sempre junto a mim,
com essa luz tão intensa
que jamais se apagasse!

Autor: Vitor.C




"Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer. Sou as minhas atitudes, os meus sentimentos, as minhas ideias.

Surpresas, gargalhadas, lágrimas. Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. De tocar, ou não tocar. O que eu sinto, quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles."

Clarice Lispector


 
O AMOR QUE FALTAVA! 

Eu sei sorrir vendo um jardim.
Sei sorrir cheirando um jasmim.
Eu sei afagar um gato!
Sei desfrutar de um regato!
Eu sei encantar com doçura.
Sei provocar amargura!
Eu só não aprendi a desistir de um grande amor!
Eu consigo imaginar toda a felicidade e ardor. 
Deleite de encontrar alguém que nos faz bem.
Que sabe incitar o que há de melhor em alguém!

Estou vazia!
Apelando até para a alquimia.
Eu desfrutei com louvor,
Da atenção e afeto de um belo senhor.
Agora que já não o tenho mais,
Vivo a suspirar e derramar os meus dolos e ais.
Eu assumo a minha culpa no desentendimento.
Só não pensei que isto me causaria tantos tormentos.
Ele é um senhor honrado e distinto.
E só Deus sabe o quanto eu sinto,
Ser seu motivo de magoa e decepção.
Estou com o coração na mão. 
Derramando-se nas palavras desta canção.

Autora: Liz

Eu não sabia mais sonhar

Eu preferia só ficar, sozinha nessa estrada

Eu esquecia quem sou eu

Eu refletia como o breu, antes da sua chegada


Você me trouxe o porque

Me fez sorrir por merecer

Me deu seu horizonte e a ponte pra acessar

O brilho desse sol em mim e a coisa toda de ruim

Se foi.


Acordo antes de você só pra ver o teu sorriso

Quando abre os olhos e me vê.

Pronto, o dia já se iluminou

Razões pra ir em frente eu tenho aos milhões


E no café ao meio dia

Você prepara o que eu queria

Um beijo acompanhado de ontem

Do corpo que eu maltratei de tanto te querer bem.


Inacreditável, eu me sinto confortável ao lado seu

É que eu não sabia que a vida me traria o que jamais me deu. (2x)


Minha boca não consegue mais, desgrudar da tua pele

Da sua saliência, dos teus sais

De tudo que emana aqui

Quando o amor a gente faz e nunca é demais


Ah se eu pudesse descobrir de onde vem o seu poder

Onde mora o seu mistério, o seu remédio

Prescrito pra me absorver do mundo que ficou

Pra trás


Eu nunca fui amada assim

Perto de você me sinto "clean", me vejo enamorada

O teu carinho o teu cuidar, teu jeito de me reparar

Mesmo que eu esteja nada


Não importa o tempo que passou

Eu quero desfrutar do que ainda me resta, o que me espera?

Há tanto pra recuperar

Há tanto pra contar de nós.

 

A CANÇÃO QUE FALTAVA

Isabella Taviani


 
DESCULPA...
Falei...
desculpa ter falado!
 
Disse coisas sem sentido para ti...?
desculpa ter dito!
 
Zanguei-me...
desculpa ter-me zangado!
 
Senti frieza em ti...
desculpa ter sentido!
 
Adormeci...
desculpa não te ter esperado!
 
Acordei...
desculpa não te ter chamado!
 
Desculpei...?
desculpa não ter desculpado!
 
Errei...?
desculpa ter errado!

Autor: Vitor.C

 
SE EU TE OFERECER UMA FLOR...

Se eu te oferecer uma flor
vais fingir que não sentes a dor
que deveras sentes
e sorris para mim
como se fosse a primeira vez
que me vês,
como se o teu olhar
se deixasse enfeitiçar,
não por mim,
nem pelo meu canino olhar,
mas sim e tão-só pela flor…?

Vais passar a mão pelo cabelo,
num gesto tão descuidado
quanto nervoso e belo,
despenteando o penteado,
e vendo-me como um príncipe formoso,
aquele que apenas existiu
nas promessas que nunca cumpriu,
nos sonhos que inventou
e onde apenas um de nós se fez voo…?

Vais rodar distraída os anéis
e fazer de conta
que contas as contas do teu colar,
enquanto desfias amarguras
nas frias e marciais ternuras
que habitam os teus frios dias
e que desafias a serem melodias
num drama de não merecias…?

O que vais tu fazer?
Que palavras não me vais dizer?
Com que indiferença me vais bater?
Com que raiva, com que ardor
tu me vais receber
se eu te oferecer uma flor?

Faz um último favor…
Com uma das mãos, diz-me adeus
e recebe a flor, com a outra mão,
aceitando o gesto com o resto do teu amor
e entende-o como um pedido de perdão,
se eu um dia te oferecer uma flor…

Autor: Vitor.C

FADO DO FIM DA ESTRADA     (Poesia)
Parada…
Ausente…
No meio da estrada,
não sabes o que sentes,
em ti abandonada
deixaste de ser gente.

Que dores foste procurar
na tua sofrida vida?
Em que porto de ti
perdeste quem eras?
Que flores ficaram
por te oferecer?
Que saudoso abraço
foste aí procurar?

O que busca o teu olhar
na distância que se perde
para além do sonhar?
Quem foi que prometeu
levar o sonho a navegar
e que dele se esqueceu?

Que estranha loucura
te fez aí parar?
Que suaves quimeras
queres ainda sentir,
de olhar tão gelado
e lábios a sorrir?

… e a estrada
não sai desse lugar!
… e a estrada
não se faz ao mar!
… mas tu, aí parada,
sentes-te a afogar!

O que fazes, aí parada?
Pára tu de sofrer!
Se uma estrada nos leva a nada,
outra estrada terá que haver!

Autor: Palavras Livres


 
Minha mãe sempre dizia:
Minha filha, não é pelo muito dizer que você irá convencer!
Seja discreta! Seja secreta!
Fale menos e haja mais! 
Eu preferia sempre ficar sentada no banco esperando a vida parar no ponto onde eu considerava seguro aportar. 
Agora destruíram meu banco! 
Ou ele envelheceu e eu nem percebi. 
Ou então fui eu mesma que o arrebentou com o peso morto dos meus sonhos guardados. 
Não sei! 
Fiquei parada esperando ver surgir no horizonte,
O cavalheiro andante que me jurou regressar.
"Espere por mim morena! Espere que eu chego já!"
"O amor por você morena, faz a saudade me apressar!" 

OLHOS TURVOS

Eu já fui tantas coisas na vida!
Já vi cicatrizar tantas feridas!
Eu costumava brincar de camaleoa.
Até imaginava ser eu uma proa.
Era capaz de me lançar de peito aberto
Viver o duvidoso e o incerto,
Só para desfrutar das emoções,
Experimentadas ao sabor das canções!

Hoje...
Meu coração parece dolorido!
Cansado de ser tão massacrado e ferido.
Acho que judiei demais dos meus sentimentos.
Está doendo tudo por dentro!
Lee diz para eu tomar juízo!
Reclama que vivendo assim eu só fico no prejuízo.
O que eu vou fazer?
Se eu não conheço outra forma de viver?

Agora ele chega peralta e cheio de ideais.
Para me fazer sorrir de novo, é capaz de criar até vendavais.
Eu reconheço que sem Lee, minha vida não faz sentido.
Se eu fosse um acorde, ele seria meu sustenido!
Realmente somos muito parecidos e unidos.
Lados opostos do mesmo DO MAIOR!
Somos quase como um só! 

Olhos turvos foi o que ganhei!
Nesta minha última vez que me apaixonei!
Sim! Será a última vez!
Estou cansada deste tabuleiro de xadrez!
Eu sou sempre o pião abatido.
Recolhendo os cacos de meu coração destruído.
Ele agora está lá, 
Vivendo a vida sem se importar.
E eu cá estou só e desolada,
Criando meu faz de contas para ser consolada.

Mas, Lee tem razão!
Se numa coisa sou boa é na imaginação!
Eu posso viver essa ficção!
Desfruto o melhor dos dois sexos!
Só não posso olhar os meus reflexos!
Meu mundo desmorona em meus olhos turvos e sombrios.
As janelas da alma mostra o infinito do meu vazio.

Nem eu mesma sei, 
Como pode tanta coisa existir do nada. 
É como se minha mente fosse, 
Um buraco negro em jornada.
Capaz de tragar estrelas e cometas. 
A Via Láctea e todos os planetas. 
Basta apenas que eu sofra uma desilusão
E logo sobrevêm a destruição.
Do que uma mulher não é capaz por uma paixão!
Uma caneta e papel,
Palavras soltas ao leu,
Eis que nasce uma cruel!

Eu era uma lunática inofensiva
Nunca fui indecente ou agressiva.
No entanto, não me aceitaram assim.
Atrevi-me um pouco e achei meu estopim. 
Acho-me agora com um último grão em mim.
Grão de esperança e vou usá-lo até o fim!

Autora: Liz 


 
PARA QUEM FICA, ESPERANDO POR QUEM VAI

Com o fim do dia,
as coisas são o que são;
chegava a monotonia,
o contacto com a cama fria,
vazia,
a mão procurava a mão,
em vão,
a alma entristecia
e, na solidão,
o corpo esperava
inerte no colchão,
por novo dia,
enquanto o sono
não aparecia
 e o sonho se construía
nas brumas da fantasia,
que ia e vinha,
vinha e ia,
embalado nas ondas da agonia
de um mar que se desfazia,
durante a noite
que ia, ia e ia
até ser dia.
Seria este o dia?
Seria

Vitor. C      

































EM PRINCÍPIO...

Em princípio,
aquele dia podia considerar-se
igual aos outros dias,
fosse aquele que fosse,
o prisma a ser utilizado…
continuavam existindo animais vertebrados
e, outros, invertebrados…
coexistiam mar, terra e ar
e sementes de violência a brotar
com alguns oásis de paz a suavizar…
Em tudo isto, nada de novo a registar!

Realmente,
aquele dia em nada era diferente
dos outros dias…
a meteorologia voltara a falhar,
os pássaros teimaram em voar
e as pessoas continuaram a bestificarem-se,
dentro da pequenez de simples mortais!

Em princípio,
aquele dia em nada iria ser gratificante
ao quadrante esférico do meu olhar,
não fora o nascimento de um novo Sol
na textura cutânea do meu Universo singular!
Mais importante do que o cometa Halley,
diferente de qualquer tipo de estrela,
ali estava só para mim,
a pessoa mais terna  e bela,
oferecendo-me confiante a sua mão
e modificando o sentido daquele dia
que nada nem ninguém previa
ser tão diferente de qualquer dos outros dias!...

Em princípio,
aquele dia seria igual a todos os dias,
mas tu deste-lhe um sentido,
tu deste-me vida…

Autor: Vitor.C



 


OBRIGADO!

Grão dourado,
desejo sonhado,
sonho partilhado,
mistério perfumado,
beijo desejado,
abraço apertado,
sorriso amado,
amor acarinhado,
segredo desvendado,
por me permitires
sentir abençoado,
sendo feliz a teu lado,
obrigado!!!

Autor: Vitor.C

VERDADE...     (Poesia)
E a vida,
essa dama que dizem minha
mas que a sinto areia pelos dedos,
passa a meu lado,
enquanto eu
permaneço aqui,
sentado
sobre um monte de coisas
que não entendo;
folheando um livro
que não compreendo;
tentando encontrar respostas
para aquilo que não sei
e que tanto
gostaria de saber;
olhando através do tempo
sem te saber ver;
procurando dentro de mim
sem te conseguir encontrar;
mexendo ambas as mãos,
num desejo louco de te ter,
sem te saber agarrar;
abrindo a boca,
num último alento,
e sufocar
um grito que me não sai
e me adormece,
e me impede de andar
atrás das respostas
que eu quero saber,
mas que nada faço
para tentar sair
deste lugar
onde me colocaram
para adorno do Universo,
ou simples peça inútil
de um jogo que eu não sei jogar!
Preciso urgentemente de te encontrar…

Autor: Palavras Livres 


ALVORECER!

* O tempo é como os grãos de poeira e areia.

O pó te incomoda na textura da pele. (envelhecer)

Já a areia te aprazes dela com prazer na praia, (dias felizes)

mas, com desalento no deserto. (dias tristes)

E apesar de tudo, não passamos de areia e pó, que o tempo como um oleiro, irá se encarregar de moldar-nos em vaso de benção! Ou não!   LEE


O frio da madrugada, castigou mais insistente está noite.
Era um frio diferente!
Doía fundo na alma da gente.
No alvorecer, parecia-me mais a um cadáver.
Talvez, porque na insalubre noite dos mortos, 
Estivera eu brincando de roleta russa!
Joguei uma partida de sorte com as minhas emoções.
Dei xeque mate a desconfiança, ao medo e as incertezas. 
Nunca fui um bom perdedor! 
Por certo que isto, nunca irá mudar.
Perco sempre para mim mesmo o direito de ganhar. 
Não faz mal!
Aprendo tanto com meus erros, que peguei gosto por errar. 
Em minha biografia não haverá o mestre e sua caligrafia, 
Estarei apenas eu vestindo meus debeis fracassos. 
Sou aluno rebelde disfarçado de nerd. 
O meu ritmo não tem nada de jovial.
Capengando a cada alvorecer na escola da vida,
Eu nem sequer fui capaz de passar no exame final. (diário)


Até o crepúsculo, eu passo por diversas provas. 
Vamos ver se hoje eu acerto em alguma!

Autor: Lee


ARMA PODEROSA     (Poesia)
Quis inventar
a arma mais poderosa que houvesse,
na ânsia louca
de vencer
quem ousasse negar-me
o direito de viver,
o direito a ser feliz.

Comprei livros antigos,
consultei oráculos,
visitei museus,
estudei balística,
falei com curiosos,
assisti a conferências,
ouvi sábios,
estudei teses,
colecionei fotos e factos,
e absorvi História…

Por fim,
quando considerei
saber já o bastante,
insuflei ar puro
para dentro do peito
e revesti-me de coragem
para enfrentar o Mundo,
com a única arma
que derrota tiranos,
que incentiva multidões,
que assina armistícios
e que escreve com a mesma cor
Paz e Amor,
a minha caneta!

Autor: Palavras Livres


Minha hora áurea!
Fazer o quê?
Sou discípulo de Camões!
Em homenagem a ele que eu dedico meus chavões!

O primeiro desta página  foi uma terrível lição. 
Tive que fazer tripa coração! 
Para enfim mostrar a minha bela, 
Que nada no mundo se compara ao amor dela. 

Eis o chavão:
"HÁ CERTOS AMORES, QUE DURAM MENOS QUE AS FLORES!"

Sete alvoreceres. 
Sete dizeres.
Sete madrugadas! 
E ele encantou minha amada!

Sofri! Não por ela ver o obvio. 
Eu nunca confiei nas palavras dele. 
Nunca achei aquilo tudo direito!
Eu disse que ele não era perfeito.
Acho até que nem era um cara de respeito!

Mas, Liz nunca me dá ouvido.
Até parece que sou seu inimigo!
Minha maior provação, 
Foi vê-la com o coração na mão!
Seis anos de luta, jogados ao chão. 

Passei o dia vendo-a chorar, 
Destruída pelo olhar gravado no visor de seu celular!
Eu quero morrer ou até mesmo matar!
Um dia ela ainda entenderá, 
Que ele nunca mereceu nem mesmo o seu suspirar.

Eu?
O que eu faço?
Nada! Eu sou apenas o seu bagaço! 
Um dia ainda terei a chance quem sabe,
De poder ser então o seu palhaço!

Liz e eu temos um caso de amor profundo! 
Eu sou como o abismo e ela é a imensidão do mundo. 
Todas as histórias serão dela.
Todos os amores impossíveis,
Sabe criar minha donzela.

Ela cria!
Ela gera! 
Ela sabe! 
Ela espera!
Ela é até minha megera! Mas, ih daí? 
Eu a amo do mesmo jeito! 
Apesar de todos os seus defeitos! 
Assim como o alvorecer e o crepúsculo,
LIZ é tudo o que eu busco!

Autor: Lee



SILVESTRE AMOR
Colho-te fruto
em silvestre amor…
beijo-te amora
no hiato que demora
o fruto a colher,
nos dedos tintados,
de entrededos te ter,
em escarlate suados,
com o suco a escorrer
que depois vou sorver…

Amor, amora,
aqui e agora,
fruto que o olhar namora
desde o amanhecer
até outro dia nascer,
deixa-te acontecer…

Autor: Vitor.C


Les Feuilles Mortes

Yves Montand

Oh ! je voudrais tant que tu te souviennes

Des jours heureux où nous étions amis.

En ce temps-là la vie était plus belle,

Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui.

Les feuilles mortes se ramassent à la pelle.

Tu vois, je n'ai pas oublié...

Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,

Les souvenirs et les regrets aussi

Et le vent du nord les emporte

Dans la nuit froide de l'oubli.

Tu vois, je n'ai pas oublié

La chanson que tu me chantais.

 

C'est une chanson qui nous ressemble.

Toi, tu m'aimais et je t'aimais

Et nous vivions tous les deux ensemble,

Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais.

Mais la vie sépare ceux qui s'aiment,

Tout doucement, sans faire de bruit

Et la mer efface sur le sable

Les pas des amants désunis.

 

Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,

Les souvenirs et les regrets aussi

Mais mon amour silencieux et fidèle

Sourit toujours et remercie la vie.

Je t'aimais tant, tu étais si jolie.

Comment veux-tu que je t'oublie ?

En ce temps-là, la vie était plus belle

Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui.

Tu étais ma plus douce amie

Mais je n'ai que faire des regrets

Et la chanson que tu chantais,

Toujours, toujours je l'entendrai !

Sonhos

Caetano Veloso

  

Tudo era apenas uma brincadeira

E foi crescendo, crescendo, me absorvendo

E de repente eu me vi assim completamente seu

Vi a minha força amarrada no seu passo

Vi que sem você não há caminho, eu não me acho

Vi um grande amor gritar dentro de mim

Como eu sonhei um dia


Quando o meu mundo era mais mundo

E todo mundo admitia

Uma mudança muito estranha

Mais pureza, mais carinho mais calma, mais alegria

No meu jeito de me dar


Quando a canção se fez mais clara e mais sentida

Quando a poesia realmente fez folia em minha vida

Você veio me falar dessa paixão inesperada

Por outra pessoa


Mas não tem revolta não 

Eu só quero que você se encontre

Saudade até que é bom

É melhor que caminhar vazio

A esperança é um dom

Que eu tenho em mim, eu tenho sim


Não tem desespero não

Você me ensinou milhões de coisas

Tenho um sonho em minhas mãos

Amanhã será um novo dia

Certamente eu vou ser mais feliz 




AMANHÃ
Amanhã,
o dia irá  nascer,
o Sol irá  brilhar
e as águas do mar
irão correr
em sendas de alegria,
pelas vertentes da terra,
num vaso de guerra
em agonia !
Amanhã,
num cais de bom abrigo,
colado ao outro mundo,
perdido no mais profundo
dos sentidos
e dos pontos cardeais,
gritará  um novo grito,
tão saudade e tão aflito,
puro como cristais!
Amanhã,
o dia irá  nascer,
o Sol irá  brilhar
e as águas do mar
irão parar,
como desenhadas a giz,
sem palavras para dizer,
só para te poderem ver
ser feliz !!!

Autor: Vitor.C



SOU EU!
Sou eu o predileto,
o escolhido, para falar
o doce dialeto
das sensações
que transbordam dos oceanos
em agitações
sub-sensoriais
sempre tão imponentes
mas nunca iguais!

Sou eu aquele
que vive a viajar
em sobressalto esperado
sentindo o vento perpassar-me
tentando derrubar-me,
como eu fosse uma árvore
com a ramagem
a agitar!

Sou eu o que viaja e sonha,
aquele que tem uma ponte
escondida no nevoeiro
para na viagem
a atravessar,
de extremo a extremo,
onde há uma dança
para dançar
e uma ilha para descobrir!

Sou eu o viajante,
o errante,
o que erra no caminho
e no erro se descobre!
Sou eu!

Autor: Vitor.C


 

O cara que pensa em você toda a hora 

Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você 

E no meio da noite te chama 
Pra dizer que te ama 
Esse cara sou eu 

O cara que pega você pelo braço 
Esbarra em quem for que interrompa seus passos 
Que está do seu lado pro que der e vier 
O herói esperado por toda mulher 

Por você ele encara o perigo 
Seu melhor amigo 
Esse cara sou eu 

O cara que ama você do seu jeito 
Que depois do amor você se deita em seu peito 
Te acaricia os cabelos, te fala de amor 
Te fala outras coisas, te causa calor 

De manhã você acorda feliz 
Num sorriso que diz 
Que esse cara sou eu 
Esse cara sou eu 

Eu sou o cara certo pra você 
Que te faz feliz e que te adora 
Que enxuga seu pranto quando você chora 
Esse cara sou eu 
Esse cara sou eu 

O cara que sempre te espera sorrindo 
Que abre a porta do carro quando você vem vindo 
Te beija na boca, te abraça feliz 
Apaixonado te olha e te diz 
Que sentiu sua falta e reclama 
Ele te ama 
Esse cara sou eu 

Esse cara sou eu 
Esse cara sou eu 
Esse cara sou eu 
Esse cara sou eu

 

ROBERTO CARLOS

 


 
O QUE ANDASTE A FAZER...?
O que andaste tu a fazer
por dentro e por fora de mim…

que tudo deixaste desarrumado
e fora do seu lugar,
o meu ritmo cardíaco alterado,
os lençóis enrugados
e uma paisagem distante no meu olhar?...
que me escreveste do fim para o princípio
como se eu fosse uma tua história,
que me desgrenhaste os cabelos,
tatuaste a minha ansiosa pele
e te assenhoreaste da minha memória?...

que desbravaste o caminho até mim
serenamente de olhos vendados,
sem bússola, nem mapas, nem guias
e no meu corpo derramaste rios e oceanos
inundando poros nunca dantes navegados?...

O que andaste tu a fazer
que alteraste o calendário e os dias,
a tabela das marés e as fases da lua,
o ciclo da água e fotossíntese das flores,
o sentido de rotação dos astros,
a teoria da formação das cores
e o sentido de orientação dos meus passos?...

O que andaste tu a fazer
para que eu queira tanto renascer?

Autor: Vitor.C

 

Uma Emoção Pra Sempre   (EROS RAMAZZOTTI)

 

Queria poder me lembrar de você assim,

com aquele sorriso aceso de amor,

Como se tivesse dado

uma olhada no sol.

 

Queria poder me lembrar de você, você sabe,

como uma história realmente importante.

ainda se tenha mudado o sentimento que você tem,

sou uma canção passageira.

 

Estou pensando em palavras de adeus que,

dá uma tristeza.

Mas no deserto que deixamos pra trás se

encontra o que beber.

 

Certos amores nos dão

uma emoção pra sempre

Momentos que ficam assim

gravados na mente.

 

Certos amores nos deixam

uma canção pra sempre.

Palavras que ficam assim

no nosso coração.

 

Queria poder te dedicar mais,

mais desse tempo que posso te dar...

mas no meu mundo não existe somente você,

por isso devo ir.

 

Existem mares e existem colinas que

quero rever.

Existem amigos que me esperam ainda,

pra jogarmos juntos.

 

Certos amores nos dão

uma emoção pra sempre

Momentos que ficam assim

gravados na mente.

 

Certos amores nos deixam

uma canção pra sempre.

Palavras que ficam assim

no nosso coração...

... no coração da gente yeah!

 

Certos amores nos dão

uma emoção pra sempre

Momentos que ficam assim

gravados na mente.

 

No, no, no, no yeah...

desses que ficam assim

no coração da gente.

No, no, no, no


 








PARTI, EM BUSCA DAS MANHÃS, AMOR...
Parti em busca das manhãs, amor,
pois nunca antes descobrira
em que ponto cardeal dos meus olhos
nascia o Sol,
pois nunca antes vira
qual a fronteira que nos separa
a noite do dia.

Parti em busca das manhãs, amor,
pois nunca antes ouvira
a sinfonia apelativa do canto das gaivotas
sobre as areias das praias,
pois nunca antes admirara
o feitiço que o mar encerra em si
quando o dia acorda sonolento.

Parti em busca das manhãs, amor,
pois nunca antes sentira
a magia e a beleza irradiadas pela Lua
ao se despedir da noite,
pois nunca antes pretendera saber
de que pontos do Universo nos observam
as constelações estrelares.

Parti em busca das manhãs, amor,
pois nunca antes necessitara
de falar às estrelas, à Lua, ao Sol, às aves, ao mar,
enfim, ao muito teu Universo.

Parti em busca das manhãs, amor,
como quem vai à procura de si próprio,
pretendendo, muito antes de me encontrar,
conhecer os seres que habitam as manhãs,
descobrir conchas com pessoas lá dentro,
saber qual o significado da vida,
desvendar o segredo da feliz convivência,
fazer-me parte da majestade do Amor,
libertar corpos acorrentados às perguntas,
e, assim, repousar a cabeça e contemplar o Mundo
e sentir-me em plena harmonia
com o coração do imenso Cosmos,
e contigo a meu lado, de mãos dadas, amor,
caminhando pelas praias nuas, pelas manhãs,
deixando gravado na areia
o rasto dos nossos passos…

Partimos em busca das manhãs, amor…!

Autor: Vitor.C

 

 

 

 

 

 

 Vivendo e Aprendendo

Capital Inicial

  

Outra história com um outro rosto

Um outro beijo com o mesmo gosto

Era cedo e não podia dar certo

Lá vem um outro dia frio e encoberto

 

Agora veja o meu estado

Olhando o futuro e prevendo o passado

Como alguém que não sabe o que quer

Mentindo pra todos enquanto puder

 

Gritar!

Se foi um erro, eu quero errar sempre assim

Gritar!

Se teve um começo, que tenha fim

 

O tempo virou e me deu as costas

Outra pergunta com a mesma resposta

Os dias são sempre iguais

O mesmo filme em todos canais

 

Eu quero voar, mas tenho medo de altura

O céu azul me dá tontura

Eu caio, mas não chego ao chão

Estou certo, mas perdi a razão

 

Gritar!

Se foi um erro, eu quero errar sempre assim

Gritar!

Se teve um começo, que tenha fim

 

Vivendo e aprendendo a perder

Vivendo e aprendendo a esquecer

Vivendo e aprendendo a perder

Vivendo e aprendendo a esquecer

 

Gritar!

Se foi um erro, eu quero errar sempre assim

Gritar!

Se teve um começo, que tenha fim

 

Se teve um começo, que tenha fim

Se teve um começo, que tenha fim

Se teve um começo, que tenha fim


 

Era eu...?

Era eu quem, em tuas preces, pedias?
Era eu quem tu desejavas?
Era mesmo eu quem tu querias?
Era comigo que sonhavas?
Continuo eu a ser quem queres?
Sou eu quem ainda desejas?
Preenchi os teus sonhos?
Consegui tornar real a tua ilusão?
Tens razão,
eu devia saber todas as respostas,
devia saber e sei,
mas ouvi-las por ti repetidas
sabe-me sempre tão bem...
vezes sem conta,
onde conta bem mais o bem que sabe
do que as vezes que se conta…
cada vez mais sentidas
de cada vez que as repetes,
as palavras são melodias queridas!
As palavras são sorvidas
em gotículas de prazer,
uma a uma,
sem uma perder...
Sabe bem ouvir-te dizer
que ainda sou eu,
que sempre serei eu,
e apenas eu,
a quem o teu eu se deu,
por quem o teu todo cedeu,
e cantas-me as palavras mais lindas que sei,
as que contigo aprendi
e aquelas que contigo ainda aprenderei…
…e, quando com elas me cantas,
encantas-me
e em ti me encontro!
Sim, eu sei as respostas
mas sabe muito bem ouvi-las de ti…

Vitor C.


 

 Dizias que eu era tudo o que querias para ti,

juravas amar quem eu era em todos os momentos,
cantavas as melodias que sabias que eu queria ouvir
e sorrias os sorrisos que eu gostava ver sorrir...
Escrevias as mais lindas mensagens de amor,
contavas loucuras que haveríamos um dia de fazer
prometias-me paixão com tal calor
que eu ouvia e absorvia tudo com igual prazer...
Semeaste a ilusão nos jardins da minha alma,
fizeste-me acreditar que a felicidade seria eterna
e, agora que o vazio se instalou à minha volta,
pergunto-me o que foi que aconteceu,
ou será que o que foi nunca chegou a ser...
As cicatrizes que ficaram não as queres ver,
as juras ficaram penduradas em momentos de sofrer,
as melodias e os sorrisos são difíceis de esquecer
e as loucuras que faríamos nunca chegamos a fazer!
Restou o vazio e a desilusão
do que poderia ser prazer, amor e paixão...
Então, decidi viver e aprender,
estou em plena reconstrução,
escolho agora eu as melodias
e sorrio à pessoa que era eu,
evitando a todo o custo a mesma sorte!
Não sou mais feliz, mas estou mais forte!

 

Vitor C.


 

  

 
PERGUNTAS...

Com quantas mentiras se consegue viver uma vida?
Quantas vidas se conseguem, numa só, viver?
Quantas partidas são necessárias acontecer
para que, finalmente, aconteça a chegada?
De quantos quartos vazios se forma o nada?
Com quantos monólogos se forma a solidão?
Por quantas diferenças é composta a indiferença?
Com quantos silêncios se cala a violência?
Quantos segredos violentam a inocência?
Com quantas falsidades se destrói a confiança?
Qual o tamanho da tristeza com que se vive o abandono?
Quantas pontes são precisas construir
para vencer a distância que separa
dois corpos à simples distância de um abraço?
De quantas promessas vãs se faz a sinceridade?
Qual o tamanho do laço que une a amizade?
Quanta guerra é necessária para que haja paz?
Com quantos sonhos lindos uma feliz criança se faz?
Com quanta esperança se molda o amor?
... e quantos séculos precisamos nós para sermos felizes por um dia?
Vitor C.

 
...DAS CINZAS, RENASCER!

… e surpreendeu-se,
afligiu-se,
lamentou,
desculpou-se,
defendeu-se,
implorou e renegou,
chorou e soluçou,
martirizou-se,
praguejou, maldisse,
gritou, vociferou,
blasfemou, orou,
acusou, acusou-se,
culpou, culpou-se,
criticou, criticou-se,
humilhou, humilhou-se,
insultou, insultou-se,
ofendeu, ofendeu-se,
odiou, odiou-se,
encolerizou, encolerizou-se,
perdeu, perdeu-se,
enlouqueceu,
atacou, atacou-se,
cuspiu,  pisou, pisou-se,           
arranhou, arranhou-se,        
mordeu, mordeu-se,
agrediu, agrediu-se,
rasgou, rasgou-se,
desistiu, abdicou,
caiu, levantou-se,
cansou, cansou-se,
descansou,
adormeceu e acordou,
pensou e repensou,
suavizou, acalmou,
ganhou,
não esqueceu,
não perdoou,
mas aprendeu
e decidiu,
cuidou-se, arranjou-se,
preparou-se
recuperou,
renasceu!
Sorriu e recomeçou!...
…e surpreendeu-se…

Vitor C.

Expressão doce no olhar

Lábios de paixão

Indeléveis ao encantar

Zelosa no trato

Amiga consistente

Naturalmente bela

Gentil, geniosa e meiga

Empatia em pessoa

Luz e escuridão

Amor em forma de flor!

 

Es o tudo para mim 

Luta, guerra, dor, flor, amor. 

Insônia, insanidade, idiotices... 

Zelo sem fim!

 

 

Acróstico crestomático 2007#2015

 

 


 

 

 

 

 

Amor, devoção

Sentimento,  emoção

 

Não tenha medo por ser fraco

Não tenha tanto orgulho por ser forte

Apenas olhe dentro de seu coração, meu amigo

Esse será o retorno a você mesmo

O retorno à inocência

 

Se você quer, então comece a rir

Se você precisa, então comece a chorar

Seja você mesmo, não se esconda

Apenas acredite no destino

 

Não se importe com o que os outros dizem

Apenas siga seu próprio caminho

Não desista e use a chance

Para retornar à inocência

 

Esse não é o começo do fim

Esse é o retorno a você mesmo

O retorno à inocência

 

ENIGMA - RETURN OF INNOCENCE


  

 
INVENTEI-ME!!!     (Poesia)
Descobri a Lua,
descobri o mar,
descobri que as aves voam,
que a cerejeira dá flor,
que o azar não tem cor
e que as palavras magoam!

Descobri o Sol,
provei o sal,
arrepiei a pele,
expulsei a voz,
rodopiei em carrossel,
fiz-me casca de noz,
nau e caravela,
e, por fim,
desaguei em mim!

Descobri, então,
que nada tinha descoberto,
que tudo estava em aberto,
que nada do que eu sabia
estava certo
que nada via,
nem longe nem perto!

Descobri o mal,
descobri o bem!
Posso agora gritar:
– Para quê pai?
– Para quê mãe?
– Acabo de me inventar!

Autor: Palavras Livres

 

 


Dizem que os olhos são como o espelho
Que seu brilho sempre reflete
aquilo que seu coração tá cheio
Dizem que a boca descreve momentos
Com palavras de amor, revelando
o que trago no meu peito
Na minha história com você não é tão diferente
E no brilho dos seus olhos, vejo o quanto você sente
Quando estou ausente
E se você me ouve agora, vai me entender
Me falta uma metade, tudo é nada sem você
Eu tô chegando pra te ver

Tome um banho de flores, passe o seu perfume
Coloque aquela roupa que me traz ciúme
Que eu estou chegando pra te amar
Me espera com sorriso de lábios vermelhos
Prepare a nossa cama põe vinho no gelo
Que eu quero brindar pra esquecer
Esses dez minutos longe de você.               Vitor e Leo



REGRESSO A NÓS...
Prepara esse sorriso gentil
com sabor a frutos frescos
e cheiro de plantas silvestres;
prepara o teu quente abraço
com asas brancas de anjo
e malícia ardente de mulher;
prepara esses olhos lindos,
como estrelas sedutoras de paz
e oásis pleno de amor!

Prepara o mais bonito vestido
e permite os ombros espreitarem,
perfuma o mais quente tecido
e deixa-os de mim se esconderem,
ondula as madeixas do cabelo
e, nervosa, enverniza as unhas
que irão percorrer a pele e o pelo
até a noite se unir com o dia
e as vozes serem doce melodia!

Prepara todos os teus sentidos,
prepara todas as tuas forças,
prepara os desejos contidos,
prepara o corpo e a alma,
para te perderes no meu peito,
e acendermos uma chama calma
que aquecerá o nosso leito
sustendo a nossa rouca voz,
no nosso regresso a nós!

Autor: Vitor.C



 
O ESPETÁCULO DEVE CONTINUAR!    (poesia)

O show está prestes a começar!
lá fora, já se ouve
uma gritaria ensurdecedora,
como que a chamar por ti!
Não podes desiludir
quem tanto espera de ti!
Tens que te mostrar
a mais bonitas que sabes ser
e a mais elegante que és!
Inebria-te os sentidos,
todo aquele vozeirão
que, cada vez mais, se eleva,
enquanto o tempo passa!
Eleva-te às alturas
imaginares a admiração
que vais causar!
Toda a gente vai olhar,
sussurrar,
admirar,
e tu serás a estrela do dia!

Mas… não há tempo a perder!
É injusto fazer esperar,
por muito mais tempo,
quem não tem tempo a perder!
Num instante,
sentas-te em frente ao espelho
e escolhes uma cor
para os olhos que já não têm cor,
aplicas um bom “rouge”
nas faces que já não têm cor,
pintas com “batom”
os lábios que já não têm cor,
penteias com gestos de artista
os cabelos que já não têm cor,
as unhas das mãos e dos pés
desde ontem à noite que já têm cor,
voa do corpo a camisa de dormir,
cobre o corpo o vestido de sair,
colocas anéis e brincos,
calças sapatos de salto-alto fino,
no braço seguras a malinha de mão,
salpicas o corpo e o pescoço
com um perfume das arábias
e, então,
nesse momento, acontece o milagre:
estás linda e perfeita!

Tudo em ti sobressai,
como numa atriz de primeira classe!
No meio do teu camarim exíguo,
ensaias dois passos de dança
em frente ao espelho do roupeiro
e aprecias o teu andar elegante.
Não restam dúvidas algumas:
estás mesmo linda!

Abres a porta do camarim
e, por um momento,
até te parece que as vozes te chamam.
Desces as escadas a correr
e paras, ofegante, junto à porta
que dá entrada para o espetáculo.
Reténs a respiração, primeiro,
tentas acalmar-te, depois,
e colocas com mestria, no semblante,
a esfinge de uma deusa egípcia,
abres a porta e sais…

O show vai agora começar!
Acendem-se as luzes!
A música flutua mágica, no ar!
Os odores são inebriantes!
Os espectadores são milhares
e as outras atrizes já atuam a rigor,
de acordo com o guião previamente estudado!

–Senhoras e senhores,
o espetáculo não pode parar.
Não há críticas a fazer, nem objecções a contrapor!
Todos estamos a representar o nosso papel
até que um dia,
pela manhãzinha da surpresa,
as luzes não se acendam,
a música não toque,
os perfumes se gastem
e o espetáculo termine…

Autor: Palavras Livres

 QUE ÁGUA QUERES TU COMIGO RESPIRAR?

Por onde andam os teus pés?
Por que mares?
Por que marés?
Que mergulhos tens ousado?
A que profundidade te tens aventurado?
Que ar respiras tu
na água que o teu peito ingere?
Qual a sabedoria dos teus olhos
que sabem ver através da salmoura
das moléculas da água salgada,
sem que a íris do teu olhar
se negue a repetir o espasmo?

Ultrapassas a barreira dos corais
sem que as moreias te molestem,
sem que as caravelas te inflamem a pele,
sem que a escuridão te esmoreça?
Quais os fluídos que te atraem?
Serão aqueles que mais te maltratam?
De que sonhos te alimentas tu?
Porquê essa urgência tão premente
em testares as leis da gravidade,
em te aproximares do que já sabes
que inevitavelmente te ferirá
e que descobrirás, uma vez mais,
a sua diminuta importância?

Por onde andam os teus pés
que nunca têm chão?
De quanta inocente coragem
é revestido o teu atrevimento?
Por que maravilhosas metamorfoses
já os teus dias passaram?
Em que posição adormecem os teus sentidos
quando extenuados cedem ao cansaço?
Como consegues tu descansar a alma?
Que calma ofereces tu ao teu viver?

Se me levares contigo a passear,
será à beira-rio ou à beira-mar?
Que água queres tu comigo respirar?

 

Vitor. C



 

DIZ-ME, ONDE ESTÁS?

 

Onde estás  tu?...
Tu que aqui me semeaste,
que me deste uma vida inteira
como um desafio para resolver,
que aqui me deixaste sem um código
para decifrar tudo o que não sei,
e é tanto que nem sei dizer!

Por vezes, sinto que atravesso um deserto
em busca de algo
que nem sei se estará longe ou perto,
porque é tão fácil eu perder
a noção do ínfimo ser que sou,
apenas sabendo que quando estou perdido
tenho que encontrar o meu caminho
nesta demanda, nesta provação,
para um destino que me é desconhecido…

Não quero que me salves,
pois eu sei que essa é minha função,
gostaria apenas de sentir
que estás lá, sempre que no chão eu cair,
e que terás estendida a tua mão,
quando eu para cima olhar
esperançado em te encontrar,
em te ver sorrir…

Preciso de força,
preciso da tua força,
preciso do teu olhar,
preciso saber que existes em mim
tanto quanto eu quero sentir-me em ti!
Preciso saber que estás comigo,
preciso sentir-me acompanhado
e que a tua mão segura a minha,
como guia apaixonado…
não sei encontrar-me abandonado!

Deixa-me sentir abraçado,
alimenta a minha esperança,
faz do meu sonho uma tua criança,
faz de mim o teu sonho!

Dá-me paz, acalenta o meu amor!
Onde estás tu, por favor!?...

 

Vitor. C


 
O ÚLTIMO POEMA...(?)
… e quando esse dia chegou…
não me abandonaste de repente,
antes, deixaste-me aos poucos,
saíste pé ante pé, maciamente,
como não me querendo acordar,
apenas o bastante para a minha dor,
não me saber sozinho…
e, assim, os lençóis da nossa cama
deixaste em calculado desalinho,
mentindo uma última noite
de doce amor intenso.

… e quando esse dia chegou…
disseste adeus de mansinho,
como não me querendo acordar,
apenas o bastante para a solidão
não acudir, nem o meu dia agitar.
E quando, por fim, num último gesto,
passaste a umbreira da porta,
fechaste-a levemente,
para me deixares docemente imerso
no meu sono inconsciente.

… e quando esse dia chegou…
espalhaste as marcas da tua ida
sem que eu sentisse a despedida,
deixando na xícara do café
a marca do batom mais forte,
aquela com que desenhavas sonhos,
no percurso entre a minha boca
e o nosso mais delicioso prazer,
desenhando também a mesma marca
no meu rosto ainda adormecido!

… e quando esse dia chegou…
apenas dei por ele,
pela sua presença tão atroz,
quando já não fazias parte dele,
quando já não fazias parte de nós…

Autor: Vitor. C

GENTE! URGENTE!

Eu ainda não voltei!
Este momento especial que passei com vocês
Foi apenas uma condicional por bom comportamento
que eu acabei de perder!

Meu carcereiro é muito exigente
e sua natureza  não é nada indulgente.
Meu consciente!

Neste instante insiste em me acusar
de sinceros passos retos desviar.
Peço humildemente a estes
que por favor,
venham me perdoar!

Não foi e nunca será minha intenção!
Nunca nenhuma parte de mim
quis ser o centro da atenção!
Na verdade, considero-me uma boba
Que às vezes brinca de ser loba!
E acredita que tem uma matilha,

Não caíam nessa armadilha!

Tenho esse sentimento comigo
de um imaginário melhor amigo
que me serve de abrigo
e por mim é muito querido!

Pelo visto,
Quinze dias não foram suficientes
Para abandonar de vez
Este meu lado deprimente!
Não sou doente!
Sou demente a esmo!
Tanto faz!
Dá no mesmo!

Vou em frente!
Valente
Resistente
Persistente
Doente! rsrs... 
Não me importo!
O mundo todo está comigo nessa estrada!
Somos todos companheiros de jornada!

Liz Nascimento!
(pra quem se indaga a respeito, sou 100% sincera, até quando eu minto! 3% de razão e 97% de imaginação! Meu mundo sou eu quem crio ou faço!)


  

BUSCA
Dos corpos que tenho
alguns passeiam sem mim.
De noite, me vou nos desejos.
Sou meu maior mistério.
Vivo pra me descobrir.

Guca Modemico


 

SERÁ?
Inacreditável!
Não acredito que estou sentindo isto de novo!
Será possível?
Sim! É verdade!
Mais uma vez estou amando.
Que coraçãozinho fuleiro!
Até ontem eu amava desesperadamente aquele forasteiro!
Agora me vejo enamorada por um alguém sem igual!
Esta paixão é perfeita!
É mais que ideal.
Eu já havia me sentido assim antes,
Mas, sempre por pessoas erradas.
No final, acabavam se transformando,
Em entulhos na minha estrada.
Sozinha eu me perdia, sem uma mão ou uma estrela guia!
Meus passos voavam ao sabor do vento.
Sem proteção ou alento,
Apenas lutando contra o meu tormento.
Agora tudo é diferente!
Me sinto mais forte, mais gente.
Encontrei um amor incrível, envolvente.
Não sei explicar como aconteceu.
De repente, eu o percebi bem ali na minha frente,
ao fitar-me no espelho, descobri que era eu.
Quero viver este amor intensamente!
O amor dos sonhos meus!

Elizângela Nascimento (Liz)